—Não faz mal, queira calar-se! Quer dizer: não profira uma palavra que não lhe diga pessoalmente respeito, a si, á sua familia ou á sua casa.

E para confirmar melhor as suas explicações, sentou-se á secretária e acrescentou n’um tom de cansaço e de enfado, ao mesmo tempo que punha em ordem uns documentos:

—Depois, eu é que sou responsavel.

Pélagué lançou-lhe furtivo olhar e introduziu rapidamente o bilhete na mão de Pavel. Depois, suspirou com allivio:

—Nem eu sei de que hei de falar...

Pavel sorriu.

—Nem eu tão pouco.

—Então para que serve vir fazer visitas? observou, irritado, o funccionario. Se não sabem de que hão de falar, não venham, não nos incommodem!

—Quando vaes responder? perguntou a mãe apóz curto silencio.

—O procurador esteve ahi um dia d’estes; disse que era para breve.