Trocaram ainda umas frases banaes. A mãe via que o seu Pavel a fitava amorosamente.

Não mudara; mostrava-se, como sempre, calmo e ponderado; unicamente, a barba que lhe crescera vigorosamente, o fazia mais velho; e tinha os pulsos mais brancos. Pélagué quiz causar-lhe prazer dando-lhe noticias de Vessoftchikof. Então, sem mudar de voz, no mesmo tom em que lhe falava de bagatellas, continuou:

—Vi o teu afilhado...

Pavel fitou-a com o ar interrogador. E logo para evocar o rosto bexigoso do fugitivo, ella cravou o indicador em diversos pontos da cara.

—Vae bem, o teu rapaz; é robusto, desembaraçado... Vae ter emprego d’aqui a pouco... Lembras-te? estava sempre a exigir que lhe dessem trabalho pesado.

Pavel tinha compreendido. Abanou a cabeça e respondeu com os olhos illuminados por um alegre sorriso:

—Ora essa!... se me lembro!...

—Pois ahi tens! disse ella com satisfação.

Sentia-se contente comsigo mesma e alegre com a alegria do filho. Ao retirar-se, apertou-lhe elle a mão vigorosamente:

—Obrigado, mamã!