Como o vapor da embriaguez, uma sensação de extase subiu á cabeça da mãe; sentia o coração do filho mais perto do seu; não teve forças para lhe responder com frases e contentou-se com apertar-lhe tambem a mão, sem uma palavra mais.

Em casa, encontrou Sachenka, pois tinha esta por costume visital-os nos dias em que Pélagué ia á cadeia. Nunca a interrogava ácerca de Pavel; se Pélagué, de motu-proprio, não falava do filho, Sachenka ficava-se a olhar fixamente para ella, e era tudo. Mas n’esse dia, acolheu-a com uma interrogação de desasocego:

—E então, que faz elle?

—Está bom.

—Deu-lhe o bilhete?

—Com certeza.

—E leu-o?

—Está visto que não. Como podia elle lêl-o?

—É verdade!... Esquecia-me!... emendou com lentidão a rapariga. Esperemos mais uma semana... E que lhe parece? Estará d’accordo? E olhou fito para a mãe de Pavel.

—Sim... não sei... creio que sim! respondeu. Porque não havia elle de se evadir? Perigo, não ha nenhum...