—Minha filha: elle não dá ouvidos senão a si mesmo... A mais ninguem!

Permaneceram um instante em silencio, estreitamente enlaçadas. Depois, Sachenka soltou-se-lhe dos braços suavemente e disse enleada:

—Sim... tem razão! São tolices minhas... são os meus nervos!

E fazendo-se de repente muito séria, concluiu simplesmente:

—Mas agora me lembro: é preciso levar de comer ao doente!

D’ahi a pouco, sentada á cabeceira de Ivan, perguntava a este em tom de amigavel sollicitude:

—Doe-lhe muito a cabeça?

—Não, não muito... Mas vejo e oiço tudo vagamente... sinto-me fraco! respondeu Ivan confuso e puxando a roupa até o queixo. Pestanejava de contínuo, como se a luz se lhe tornasse demasiado forte. E porque notasse que o rapaz não se resolvia a comer na presença d’ella, Sachenka levantou-se e saíu do quarto.

Ivan sentou-se na cama, seguindo-a com a vista; e, piscando o olho:

—É tão bonita!...