—És tu que estás a falar, filho d’uma cadella... és tu?

Fez-se agitação entre o povo, que entrou a murmurar. Presa de violenta angustia, a cabeça de Pélagué descaíu sobre o peito. Um dos campónios suspirou com ruido. E de novo resoou a voz de Rybine:

—Pois bem, bôa gente, escutem!...

—Cala-te!

E o sargento deu-lhe um murro sobre o ouvido. Rybine cambaleou, depois, ergueu os hombros.

—Amarram as mãos a uma pessôa para a martirisarem á vontade!

—Guardas, levem-no! Olá! toca a dispersar! E, aos saltos na frente de Rybine, como um cão preso pela trela diante d’um naco de carne, o sargento atirava-lhe murros á cara, ao ventre e ao peito.

—Não lhe batas! gritou uma voz entre o povo.

—Para que lhe bates? perguntou outro.

—Vamo-nos embora! disse o dos olhos azues para o companheiro, abanando a cabeça. E, de seu vagar atravessaram o largo, emquanto Pélagué os acompanhava com um olhar de simpatia.