Suspirou então, mais aliviada. O sargento accudiu outra vez, em pesado passo, á balaustrada e entrou a gritar, furioso, brandindo o punho:

—Tragam-no para aqui, já lhes disse.

—Não! replicou uma voz sonora. (A velha percebeu que era a do camponez dos olhos azues.) Não devemos consentir! Se o deixam entrar ali, vae ser espancado até o matarem! E depois não faltará quem diga que a culpa foi nossa, que fomos nós que o matámos!... Não devemos consentir!

—Camponezes! gritou Rybine. Não vêem a vida que levam? Não vêem como são explorados, ludibriados, e que lhes tiram o sangue?... Tudo repousa em vós; vós sois a principal força da terra... toda a sua força!... E quaes são as vossas regalias? Unicamente a de morrer á fome!

De subito, os camponezes proromperam em gritos, interrompendo se uns aos outros:

—O homem tem razão!

—Chamem o commissário da policia rural! Onde está?

—O sargento foi chamal-o!

—Ora adeus! O sargento está bêbedo!

—Não é a nós que compete chamar as auctoridades!