Tocou com o punho da espada o peito do camponez de olhos azues:

—És tu que és o povo, Tchoumakof? E quem mais? És tu, Michine?

E deu um puxão nas barbas d’outro camponez.

—Vamos a dispersar, canalha!... Senão, comigo se hão de haver...!

Não demonstrava no tom em que falava nem irritação nem ameaça, como tão pouco na fisionomia. Exprimia-se com uma tranquillidade completa e ia distribuindo as pancadas em gestos firmes e iguaes. Diante d’elle, os grupos recuavam, baixavam-se as cabeças, desviavam-se os rostos.

—Então, por que esperam? perguntou aos guardas. Amarrem-no!

E depois de uma chuva de insultos cínicos, virou-se de novo para Rybine:

—Olá, tu! Mãos atraz das costas!

—Não quero ser amarrado! replicou Rybine. Eu não fujo... não me defendo... Para que serve amarrarem-me?

—O quê?! exclamou o commissário, indo para elle.