—Já bastante martirisastes o povo, feras! continuou Rybine, erguendo a voz. Tambem vocês dentro em pouco hão de ter os seus dias de sangue!
O commissário parou-lhe na frente de chofre e pôz-se a miral-o, ao mesmo tempo que repuxava o bigode. Depois, recuou um passo e disse em tom de espanto e n’uma voz sibilante:
—Ah, filho d’um cão!... Que significam essas palavras?
E bruscamente, com toda a força, descarregou uma punhada no rosto de Rybine.
—Não se destroe a verdade a murros! gritou este, crescendo para elle. E tu não tens o direito de me bater!
—Eu não tenho o direito?! berrou o commissário, destacando muito as palavras.
E novamente atirou o braço para attingir o rosto de Rybine. Este baixou-se, por fórma que o commissário, com o impulso, esteve a ponto de caír. D’entre o ajuntamento alguem fungou com ruido. Furioso, Rybine repetiu:
—Já te disse que não tens o direito de me bater, grande diabo!
O commissário olhou em torno. Os homens, silenciosos e de má catadura, rodeavam-no em compacto círculo.
—Nikita! chamou. Olá, Nikita!