Um campónio baixote e atarracado, vestido de um curto casacão de pelles, saíu do grupo. Vinha de olhos fitos no chão, com a enorme cabeça baixa e os cabellos desgrenhados.

—Nikita! ordenou o commissário com a maior tranquillidade e retorcendo o bigode. Dá-lhe uma bofetada bôa!

O homem deu um passo para diante, parou em frente de Rybine e ergueu a cabeça. Rybine, á queima roupa, bombardeou-o com estas palavras sinceras e duras:

—Vejam vocês, bôa gente, como este bruto vos esmaga com a vossa própria mão!... Vejam bem... e reflictam.

Lentamente, o homem ergueu o braço e contundiu Rybine na cabeça, mas levemente.

—Assim é que eu te mandei fazer, canalha? gritou o outro, esganiçando-se.

—Eh, Nikita! disse alguem próximo. Não te esqueças de que Deus te está vendo!

—Bate-lhe, já t’o disse! gritou o commissário, empurrando o camponez.

Este afastou-se um passo e respondeu com frieza, de cabeça baixa:

—Não, senhor! não estou para mais!