—E se nós tratassemos do Rybine! alvidrou ella.

O seu desejo era entrar immediatamente em acção, partir, caminhar até caír de fadiga, para depois adormecer satisfeita com o seu dia de trabalho.

—Sim, com effeito! respondeu Nicolao, proseguindo no passeio pelo quarto. Que fazer n’este caso?... Eu preciso que a Sachenka...

—Ella não tarda. Vem sempre que sabe que eu estive com o Pavel.

De cabeça baixa, meditativo, sentou-se Nicolao no canapé, ao lado d’ella. Mordia os beiços e cofiava a barbicha.

—Que pena minha irmã não estar por ahi!... Ella é que havia de tratar da fuga do Rybine.

—Se fôsse possivel dar-lhe já fuga, emquanto o Pavel ainda ahi está... Havia de ficar tão contente! disse ella.

Esteve um instante calada e, de repente, baixinho e com dolencia:

—Não compreendo... Porque se recusa elle?... uma vez que tem possibilidade de o fazer?...

Ressoou forte campainhada. Nicolao levantou-se de chofre. Olharam um para o outro.