—Eu... juro!... Eu bem sei, os senhores vão condemnar-nos!

Suffocou; fez-se branco, só se lhe viam os olhos, muito brilhantes. Estendeu o braço e proseguiu:

—Dou-lhes a minha palavra d’honra! Mandem-me para onde quizerem, que eu hei-de fugir, hei de voltar, hei-de dedicar-me sempre pela causa do povo... pela liberdade da nação... toda a minha vida! Dou-lhes a minha palavra d’honra!

Sizof soltou um gritinho. Toda a assistencia, revolucionada por vaga excitação, se mexia com um ruido surdo e singular. Chorava uma mulher; alguem tossia, suffocando. Os guardas, alternadamente olhavam para os réus com um espanto estupido e para a multidão do público, furiosos. Os juizes agitaram-se; o velho gritou:

—Goussef Yvan!

—Não falo!

—Goussef Vassili!

—Não quero responder!

—Bouckine Fédor!

Loiro e meio descorado, ergueu-se pesadamente e disse com lentidão, meneando a fronte: