O espião precipitou-se ao encontro d’ella e brandindo o punho em frente da cara da presa, gritou com voz aguda:

—Cala-te, canalha!

Os olhos de Pélagué abriram-se desmedidamente e scintillaram; as maxillas tremiam-lhe. Firmou os pés no lagedo escorregadio e gritou:

—Não se mata uma alma resuscitada!

—Cadella!

Com pequeno impulso, o capitão bateu-lhe no rosto.

—É bem feito para essa velha porca! gritou uma voz.

Uma coisa negra e vermelha cegou por instantes Pélagué; encheu-lhe a bocca o sabor salgado do sangue.

Reanimou a uma explosão d’exclamações:

—Você não tem direito de bater!