—N’um pantano tudo cheira a pôdre! disse André suspirando. Seria melhor, mãesinha, que explicasse a essas patetinhas o que é o casamento. Talvez não ficassem com a mesma pressa de caír na asneira!

—Ah! exclamou Pélagué. Ellas bem sabem, mas como hão de passar sem casarem?

—Falta-lhes a compreensão, aliás achariam outra coisa em que se occuparem! disse Pavel.

Ella dirigiu o olhar para o rosto irritado do filho, balbuciando:

—É a vós que cabe ensinal-as! Convidem para isso as mais intelligentes.

—Impossivel! respondeu Pavel, seccamente.

—Se tu experimentasses!... arriscou André.

Depois de um silencio, Pavel respondeu:

—Começariam a passear aos pares, alguns acabariam por casar, e prompto!

Pélagué caíu em meditações. A austeridade monacal do filho atordoava-a. Via que elle era obedecido pelos companheiros, até pelos mais velhos, como o russo-menor, mas parecia-lhe que todos o temiam e que não gostavam da frieza dos seus modos.