—Vieram! prenderam-no! levaram-no! murmurou, com os braços erguidos.

Só lhe restava o filho. O coração de Pélagué começou a pulsar mais vagaroso; o seu pensamento immobilisava-se perante um facto que ella não podia admittir como real.

—Faz pouco de nós, aquelle homem amarello: ameaça-nos... e...

—Basta, mãe! disse de repente Pavel com decisão. Anda cá, arrumemos tudo isto.

Tinha dito aquelle «mãe» e tratara-a por tu como era seu costume quando se tornava mais communicativo. Ella approximou-se, encarou-o e perguntou em voz baixa:

—Humilharam-te?

—Sim! Custou-me muito! Preferia ir com elles.

Pareceu a Pélagué que elle tinha os olhos lacrimosos; e para o consolar d’aquelle desgosto que ella vagamente adivinhava, disse, suspirando:

—Tem paciencia... um dia virá em que tambem sejas preso!

—Bem sei... respondeu.