Muito bem dizia Julio Cesar, que os outros Capitaens venciaõ seus inimigos com crueza, e que elle tinha achado huma nova maneira de vencer, que era clemencia, e liberalidade, e de maneira, que o bom Principe, he hum só remedio da gente pobre, e assi fazendo muitas merces, naõ menos aproveita a si, que aos outros; porque àlem de ganhar verdadeira gloria, dà o dinheiro que sempre hade ter prestes, e achar em seus vassallos quando cumprir, e a este proposito disse muy bem o Poeta Rabirio: Naõ tenho outra cousa de meu, senaõ o que dey. Verdadeiramente diz Tulio naõ ha virtude que mais faça os homens conversaveis antre si, que justiça, e liberalidade. A natureza dos homens he esta, assi se obrigarem polas boas obras que fazem, como polas que recebem. Bem vejo quam escuzado he querer eu confirmar com authoridades de fóra as virtudes de que V. Alteza he taõ novel exemplo; mas he tamanho o meu contentamento, fallando nellas; que pòde mais em mim este appetito, que o receyo de ser polixo, e vendo bem quam poucas vezes se acha hum tal Principe taõ acabado em tantas partes, saõ forçado a me deter em cada huma dellas particularmente.
Tornando a meu proposito, he tamanha virtude esta de que fallo, que muitos Principes viciosos, e perversos com serem sómente liberaes, foraõ bem quistos de seu povo. Herodes filho de Antipatro Rey de Judèa foy cruel contra seus filhos, e de forte condiçaõ, com tudo porque foy liberal mereceo ser obedecido dos seus, e naõ de todo malquistos sohia dizer delle o Emperador Octaviano, e Marco Agrippa, que era mòr o estamago del-Rey Herodes que o Reyno, e que era digno taõ liberal Principe do Reyno de Egypto, ou da Suria. Deve com tudo o bom Rey saber naõ menos acquirir, que despender, e de tal modo temperar esta virtude, que querendo ser muito liberal, naõ venha a dar em prodigo, e desbaratado. Do mesmo Herodes se lè que naõ podendo suprir seus demasiados gastos, e tendo jà despezo todo o seu Thezouro, trabalhava com todos os modos, e vias illicitas roubos, e cruezas para ajuntar outro de novo, e naõ sómente roubava o povo, mas os lugares, e sepulturas antigas. Contaõ delle que ouvindo dizer, que na sepultura de Rey David fora metido hum graõ Thesouro por mandado delRey Salamaõ, e que Hircano Principe dos Sacerdotes nos tempos passados tiràra della tres mil talentos, que era hum conto d’ouro, e oito centos mil cruzados, Herodes cuidando, que ainda là ficasse muito mais, entrou huma noite secretamente na cova, e sendo chegado aos muimentos da pedra em que jaziaõ os ossos delRey David, e delRey Salamaõ, supitamente da mais derradeira parte della se alevantou huma chama de fogo, que queimou dous homens da sua guarda, que hiaõ diante delle, o que vendo Herodes tornou atraz com grande medo, e em satisfaçaõ da culpa, mandou depois à entrada da sepultura edificar hum muimento de marmore branco de magnifica obra, e despeza, e assi foy castigada a cobiça delRey Herodes.
Este vicio foy a causa, por onde o Emperador Nero veyo a ser taõ mào, e cruel tirano, como foy. Mas naõ deve menos fugir todo o bom Principe do outro, extremo da avareza, que em todolos tempos foy muy reprehendido, e causa de muitos males, e inconvenientes, nem ha cousa que peor esteja a hum graõ Senhor, que ser escaço, polo qual o Idolo de Apolo Delphico em huma reposta, que deu disse, que a Reepublica dos Lacedemonios se perdèra por avareza. E Persio derradeiro Rey de Macedonia por ella se perdeo. O Emperador Vespasiano, sendo em muitas cousas louvado de bom Principe, nesta só foy vituperado. Acha-se nas historias antigas que havia no Reyno da Persia huma ley, que ElRey Ciro fizera, que quando ElRey entrasse em alguma Cidade de seu Reyno, mandasse dar a cada molher cazada huma moeda d’ouro. Depois reynando Ocho Principe muy avaro, e querendo entrar na Cidade d’Especio por naõ pagar a moeda d’ouro, que segundo a ley era obrigado, rodeou os muros, e passou adiante. Foy esta naõ pequena infamia para hum Principe taõ poderoso, e taõ rico. Por certo digno de louvor foy Alexandre Magno, o qual entrando duas vezes na mesma Cidade, de ambas mandou pagar a sua moeda às mulheres, e às prenhes mandou que fosse pago o dobro. Pola mesma causa se louva o Emperador Octaviano, porque vizitando como Pay geral de todas as Cidades, e lugares de Italia, aos Cidadaõs, que faziaõ certo terem filhos, ou filhas, mandava dar hum sextercio, que eraõ vinte, e cinco cruzados.
Por isso trabalhem os Principes por serem liberaes, e tomem exemplo de V. Alteza, nem cuidem que he tão pouco saberem-no ser, e por quanto às vezes com menos trabalho se vingaõ as injurias, do que se fazem as boas obras; a razão disto he: porque a boa obra, quando se faz, soe carregar muito, e a vingança ella consigo tras contentamento. Lembrem-se que se Pompeo, e Scipiaõ triunfaraõ taõ mancebos, e se Valerio Corvino foy feito Consul de vinte, e tres annos, que naõ sómente com serem cavalleiros, mas com serem liberaes sobiraõ em taõ pouco tempo a tanta honra, e authoridade. Tenhaõ porèm na lembrança, e avizo que fujaõ, como disse, dos extremos, nem sendo avarentos, nem prodigos, o que se olharaõ os mais antigos Emperadores d’Alemanha, pola ventura naõ consentiraõ, que Cidades por taõ pequeno censo, e tributo se fizeraõ livres, donde nasceo ousarem depois os socios alevantarem-se contra o Duque d’Austria, e os povos cobrarem tanta ouzadia, e coraçaõ contra o mesmo Emperador, porque sendo partida Alemanha em quatro partes Soiços, Terras francas,......e Terras Impereaes, por esta sobeja liberalidade, que a todos foy comunicada, vieraõ a estimar pouco o Emperador, e a terem huns com outros mil guerras, e diferenças, dos quaes males, como jà disse, foraõ causa os primeiros Emperadores, que querendo fazer grandes merces ao povo excederaõ o modo, e cuidãdo de aproveitar os vassallos, fizeraõ muito danno a si, e a seu estado, e authoridade. Nem me pòde a mim parecer bem aquella opiniaõ do Emperador Tiberio Cesar, que os Governadores depois de ter governado muito tempo eraõ melhores, que os que entravaõ de novo, e dizia que os de muito tempo, sendo jà ricos, roubavaõ menos, os que começavaõ indo pobres metiaõ mais a maõ, e era mais prejudicial às Provincias. Mào Regimento, e mà atençaõ,(segundo meu fraco entender) era esta tomar por remedio do roubo, e tirannia a continuaçaõ do tempo, e naõ bom ensino das leys, sem duvida mais louvor merecèra Tiberio, ordenando sua Reepublica de maneira que ninguem fora ousado de roubar. Que louvor darey a bondade, e santa inclinaçaõ, e ao trabalho continuo sem nenhum repouso, à clemencia, e humanidade de V. Alteza?
Se eu este Panegyrico escrevera em alguma terra muy afastada de nòs, onde o seu nome ainda naõ chegàra, pola ventura receando de me naõ darem credito, ou temperara taõ grandes louvores, ou os leyxara de dizer. Mas fallando isto em parte aonde saõ taõ claros, e manifestos, naõ recearey dos celebrar em quanto puder, porque sey que assim como naõ posso dizer tanto, que satisfaça a verdade, e contente meu dezejo, assim heyde ter a todos por testemunhas, e assaz me parecerà, quam ditozo som, se vir, que nesta obra ao menos he recebida minha vontade, que do mais bem vejo que naõ pode o estillo ser igual a taõ alto merecimento, posto que naõ sinto eu parte, em que jà senaõ achem muitas testemunhas do que digo. Cheyo està o Mar Occeano, cheyo està Levante, e Ponente da grandeza de suas obras, e assim de seu louvor. Naõ se pòde hum Reyno prosperamente governar, sem muito trabalho, assim na justiça, e partes della, como em todalas outras virtudes. E se a vida do homem, como dizem alguns, he vigia, quanto mais o deve ser a do Principe. Por tanto V. Alteza muy solicito, e diligente, na conservaçaõ do seu povo, depois que entrou na governança delle, naõ em huma só parte de negocio, mas em quantas occorrem, e cumprem a seu estado, nunca cançou, nem cança, com que sendo aceito a Deos possa aproveitar aos homens, e ganhe memoria para sempre.
Naõ he piqueno trabalho o que tem todo o bom Principe no tempo da paz, e quanto o repouso, e descanço, que della nasce he mayor, tanto os homens pola mayor parte saõ peores, senaõ ha quem continuamente os possa, e saiba emmendar, e he isto taõ necessario, que às vezes a huma Reepublica, que vive em muita ociozidade, aproveita verse em alguma fadiga, porque com os trabalhos, e perseguiçoens a gente se emmende, e leixando os màos costumes, se torne ao verdadeiro caminho, como dizem que aproveitou muito a Roma ser tomada dos Francezes em tempo de Camillo, com que os Romaõs espertaraõ, e tornaraõ a renovar a virtude antiga, que jà nelles hia faltando, e porque naturalmente todalas cousas vaõ diminuindo, cumpre naõ huma vez, senaõ muitas, serem as Reespublicas tornadas a seu principio, quero dizer, serem tornadas aos bons costumes com que foraõ fundadas. Antigamente sohia dizer Apio Claudio Cidadaõ Romaõ, que melhor hia ao povo Romaõ no tempo da guerra, que no da paz, naõ porque naõ soubesse quanto melhor estado era o da paz, mas porque via os grandes Reynos, e Imperios com o trabalho, e exercicio das armas hirem por diante, e com boa vida tornarem atraz.
Da mesma tenção era Quinto Mettelo, Pay de Mettelo, chamado o piedoso, quando disse, que se naõ sabia, determinar, se terem os Romaõs vencido a Cidade de Carthago era mais damnoso à Reepublica, ou mais proveitoso, porque com a vida de Anibal Italia espertara do sono, e depois da victoria havia medo que tornasse a dormir. Por isso cumpre ao bom Principe no tempo da paz ser taõ diligente, que a justiça, e bons costumes se conservem, e sejaõ afastados os males, que o descuido da longa paz soe trazer consigo. A muita confiança naõ o faça desapercebido, e a muita confiança não o faça mào de sofrer: nas cousas prosperas naõ use menos do conselho de seus amigos, nem lhes dè entaõ menos credito, que nas contrarias. E no mesmo tempo se deve guardar dos lizongeiros, e isto tanto mais, quanto este engano he mais sotil, porque as mais vezes os homens quando saõ lizongeados, cuidaõ que lhes fallaõ verdade, e dessa presumpçaõ, ou opiniaõ falsa nascem muitos erros, que cada dia crescem, quando naõ saõ atalhados. E porque a prudencia he saber o homem as cousas, que se devem fazer, e o saber consiste no entendimento das cousas divinas, e humanas, cumpre muito ao bom Principe, que dè alguma parte do seu tempo, e cuidado ao conhecimento desta virtude, mòrmente tirando-se della grande fruto, e dizia Plataõ, que entaõ seriam bemaventuradas as Reespublicas, quando, ou os Filosofos reynassem, ou os Reys fossem dados à Filosofia. Mas posto que todo o bom Principe seja obrigado a saber todas as partes do bom governo, muito mais obrigado he aquelle a que este cuidado vem como por herança de seus Avòs: porque assi como os Pays naõ podem leyxar aos filhos mais honrado patrimonio, que a gloria de virtudes, e feitos excellentes, assim os filhos com todalas suas forças devem, seguir o exemplo dos bons Pays, e fazendo o contrario naõ hà culpa, nem infamia de que naõ sejaõ dignos.
Deve o prudente Governador, quanto nelle for possivel, tirar os màos costumes da terra, antes que criem raiz, que depois naõ lhe aconteça, como aos Fisicos na cura dos Eticos, cuja enfermidade no começo he boa de curar, e mà de conhecer e no fim he boa de conhecer, e mà de curar. E quando os Cretenses antigamente queriaõ rogar alguma grande praga a seus inimigos; diziaõ, que ainda os vissem folgar com màos costumes. Naõ deve o Principe ser esquecido do que toca a toda huma Reepublica, e se este defeito em huma pessoa particular se estranha tanto, que deve ser em quem representa todo o povo? Dizia Scipiaõ Africano, que era mà escusa no tempo da guerra dizer o Capitaõ quem houvera isto de cuidar? O que tambem se pode aplicar ao tempo da paz; porque na guerra a muita diligencia faz às vezes danno, e por isso dizia o mesmo Scipiaõ, que nunca se devia dar batalha, senaõ com grande vantagem, ou necessidade, mas no tempo da paz naõ he assi, no qual nunca a diligencia pode ser tanta, que naõ seja toda necessaria, para a conservaçaõ dos bons costumes. Trabalhe o bom Principe, que a sua vida seja aos subditos, como huma regra direita de bom viver, como dizia o Filosofo Xenocrates. Naõ hà cousa mais fóra da razaõ, nem que peor pareça, que vivendo bem os Vassallos, viverem os Senhores mal, e como acima disse as mais vezes vemos, que as Cidades, e Povos seguem a vida, e costumes de seu Senhor. Quanto a pessoa he mais illustre, tanto o erro, que cõmete, he havido por mayor. E como diz S. Joaõ Chrisostomo, as culpas se sóem a medir naõ pola quantidade do peccado, mas pola dignidade do que pecca.
Que grande contentamento deve ser o do bom Principe, vendo-se limpo, e apartado de todo o vicio, e não tendo feito, nem fazendo cousa alguma, de que naõ possa dar boa conta de si, e muy digna de ser recebida, darlhe-hà contentamento sua mesma consciencia: dar-lhoaõ seus amigos, sendo delles louvado verdadeiramente, dar-lhoaõ seus Vassallos em o seguirem, e tomarem seu exemplo, finalmente dar-lhoaõ seus contrarios, e os que lhe quizerem mal, os quaes buscando em que o possaõ reprehender, tanto mòr paixão haõ de levar, quanto menos acharem cousa em que com razaõ o possaõ fazer. E quem estas partes no Regimento da Reepublica prudentemente conservar, sem duvida terà muito, e continuo trabalho, mas elle conseguirà o verdadeiro fim de bom Principe. Por isso naõ sem causa V. Alteza sendo como he em tudo taõ acabado, vigia continuamente, aplicando seu entendimento a todos os cuidados, porque nòs vivamos descançados: o fruto, que jà disto recebe he taõ grande, que o esperta a passar esta carreira animosamente, o trabalho se ajuda da vontade, o bom natural se aproveita de muita arte, e assim como o bom Capitaõ deseja sempre novas victorias, e o bom Piloto naõ se contenta com o que sabe, vay por diante descobrindo novos mares, e terras, o que cada hum destes faz pela gloria, que espera, alli o bom Principe naõ receando nenhum trabalho, nunca cança, nunca repousa, ora fazendo leys, ora inventando novas maneiras proveitosas ao bem do seu Povo, e Estado, ora competindo com os melhores Principes, e trabalhando por lhes levar ventagem: o que tudo faz naõ por algum interesse desta vida, mas polo fim, e bemaventurança, que na outra deste trabalho espera.
Artaxerxes Rey da Persia, filho delRey Xerxes, a que os Gregos chamaraõ Cyro, e os Judeos Assuero, foy muito nomeado antre os Persas, delle se conta, que jazendo huma noite na cama, e naõ podendo dormir por naõ perder aquelle tempo mandou chamar hum Secretario, e que trouxesse os livros dos memoriaes, em que estava escrito o merecimento, e galardaõ de cada pessoa, o qual vindo se achou, começando a ler logo hum, que por serviços, que fizera a ElRey houvera humas terras em satisfaçaõ, e mais adiante acharaõ outro, que recebera mercè de dinheiro, e estes ambos tinhaõ asignado no livro como he costume, e chegando a hum Mardocheo, que os tempos passados descobrira huma traição, que estava ordenada contra ElRey; perguntou Artaxerxes se a este fora feita alguma mercè, e respondendo o Secretario, que o livro estava em branco, fez ElRey a mesma pergunta a hum grande seu privado, que estava prezente chamado Amaõ, o qual tambem naõ sabendo nada, Artaxerxes espantado de tamanho descuido, mandou logo chamar ao mesmo Mardocheo, e o fez vestir de vestiduras Reaes, e lançar-lhe hum Colar de ouro ao pescoço, e no dia seguinte quiz, que fosse levado com grande pompa por toda a Cidade, e porque seu privado Amaõ fora taõ descuidado em cousa, que tanto lhe cumpria, mandou, que elle mesmo fosse pelas ruas diante de Mordocheo, apregoando, que o mòr premio da honra se dava a Mardocheo polo mòr serviço. A mesma diligencia teve em governar o mundo o Emperador Cesar Octaviano, porque em quanto viveo, sempre ordenou cousas muy proveitosas à sua Reepublica, e antre outras escolhendo por authoridade do Senado dez pessoas, que o ajudassem, constrangeo a todos os Cavalleiros de Roma, que viessem perante elle dar conta, e razaõ de sua vida, e os que a naõ deraõ boa, parte castigou com pena, e parte fez infames, e outros reprehendeo de palavras: o mais brando castigo de todos foy meter na maõ, a quem naõ achava taõ culpado, hum pequeno escrito de reprehensaõ, que logo o mesmo havia de ler antre si em presença do Emperador, e nisto Octaviano seguio o exemplo de Amasis Rey do Egypto, segundo conta Herodoto, que fez huma Ley, que sobpena da vida, todo o homem cada anno perante Juizes Deputados fosse obrigado a dar razaõ de sua vida, e o mesmo costume passou depois Solon Filosofo às leys dos Athenienses. Mandou Cesar Augusto soltar todos os devedores a que seus acredores tinhaõ presos na cadea naõ por esperar paga alguma, naõ tendo elles de seu nada, mas para tomar huma sobeja, e dura maneira de vingança, e foy em tudo taõ prudente, que naõ sómente na vida, mas tambem na morte teve respeito ao bem cõmum. Escreve-se, que leyxou tres livros feitos por sua maõ, o primeiro do que pertencia a seu enterramento, o segundo lembrança de todas as cousas, que fizera, no terceiro se continha huma breve instrucçaõ de todo o Imperio, quanta gente de peleja ficava no campo, quanto dinheiro deixava, quanto se devia das rendas publicas, e assi o que deviaõ seus criados, e procuradores a Reepublica, para que em todo o tempo por este livro lhe podesse ser tomada conta.