Dormis?! sonhaes de certo... e eu pae envido Meus esforços por vêr realisados Vossos sonhos gentis e perfumados: Ampara-vos um peito estremecido.
Outro Alguem faz por nós o que eu vos faço: Com suprema bondade e sapiencia, Rege os mundos que rolam pelo espaço!
Esse Alguem é o Amor por excellencia, O formidavel e invisivel braço, E o olhar que nunca dorme==a Providencia==!
Lisboa, 1885.
XIII
Á GUERRA!
O QUE EU SINTO...
Se vejo com pavor as luctas carniceiras Que empenham as nações, chamadas as primeiras, Nos campos da batalha, Ah! quando a sós comigo e o Eterno me concentro, Ouço não sei que voz a mim bradar cá dentro: ==É Deus que ali trabalha==!
Por mais que ousado vôo aos ceus a aguia eleve, Nos ceus ha um limite além do qual em breve Fallece a aza e taes Como as aguias os reis!... Subiram, mas solemne. O dia ha de chegar em que Deus os condemne E brade-lhes==Não mais==!
No chão não ha raiz que diga á Terra==estanca A seiva que me dás==! Nem aguia ou pomba branca Que engeite o vôo alado!... Não ha um lavrador que entaipe em cal e pedra A fonte de chrystal, de cujas aguas medra A arvore, a flor, o prado!...