Eu mesmo, se em verdade Sonhei, com Jesus, O bem da Humanidade, A Ti o devo oh Luz!

Oh candida alegria! Espirito de Deus, Que animas noite e dia A Terra, o mar, e os ceus,

Adoro-te portento!... E a Ti levando as mãos, Como ante o sacramento! Os simplices christãos!...

D'esta alma és o esteio! Que a tua essencia pura Ampare-me no meio Da minha desventura!...

E quando a morte um dia Roubar aos olhos meus, A esplendida harmonia Que formam Terra e ceus:

Seguindo prasenteiro A lei que me conduz, Meu grito derradeiro Será por ti oh Luz!

III

AO SOL!

Oh maravilha esplendida engastada Na fronte augusta do azul profundo, Qual lamina brilhante onde gravada Se visse a face de quem fez o mundo,

Eu te saudo oh Sol? qual religioso O Indio quando viu a vez primeira Surgir do mar teu facho luminoso E alegrar com a luz a terra inteira!