Olho os montes d'alem, aquellas terras, o rio e a casaria e tudo que me cerca, tudo, tudo, tem para mim o encantamento de um mysterio no maravilhoso de uma revelação. Tudo ri e canta e vibra e se espiritualiza em reflexos!
Só o povo chora e reza! Sente dôr o povo? São de dôr as suas orações? Em vez de entoar canticos reza ladainhas?
á côrte
E vós?! Acaso não sentis como eu tambem? Olhando as náus, só vêdes náus?!
sahindo fóra, á arcaria
Olhai agora. Vêde, como ellas vêem! A Cruz n'aquellas vellas ganhou azas. Está mais perto do Céu, é mais divina!
com violencia
Não sentis em verdade como eu?
Não olhais para aquellas naus como milagres de Deus?!
Não comprehendeis que é um mundo de phantasmas, tenebroso, horrendo, sombrio, que desappareceu, illuminado por nova luz, por nossa luz? Que o novo mundo que nasce em novos povos, em novas terras, em novos ideais, é nossa creação?!