em exaltação crescente, com violencia maior, n'uma alucinação
Onde estão os mares de sangue? Os mares de fogo? Os deuses infernais, os gigantes disformes, horrorosos, os negros boqueirões dos abysmos profundos?! Ilhas de morte! terras de fogo! brumas eternas! onde estais?!... onde estais?!...
UMA AIA—baixo, a outra aia
Como desvaira...
POETA—a meia voz, ao pintor
E sempre longe... cada vez mais longe de nós!...
INFANTA—mais calma, continuando
É um mundo de sangue e de morte, creado pelos homens, que desapparece. É um mundo novo de vidas novas que nasce, e em que se ergue bem alta, na tragedia suprema de luctar e vencer, a luz de Deus!
Os deuses infernais onde estão elles?!
São como nossas mãos, são como mãos de Deus, aquellas naus!...