As aias, sem ruido, todas de branco, veem cercar a Infanta, sentando-se uma a uma nos degraus do estrado. Sobre a mesa, dispersas, brilham as pedrarias. Á luz dos candelabros os diamantes do diadema scintillam em fogo vivo. A cruz, a esphera, e as quinas dos vitrais, em coloridos suavissimos, são brazões de luar, brazonando o Infinito.

Entram o Nauta, o Astrologo, o Pintor, o Poeta e alguns nobres.

O NAUTA—ajoelhando, tirando a espada da bainha e pousando-a no degrau do estrado

É vossa a minha espada...

INFANTA

Que São Jorge proteja a tua espada...

PINTOR—beijando a mão á princesa

As minhas graças, Senhora, pelas mercês e honras que de vós recebi.

INFANTA

Uma lembrança...