Rouba-me embora, ó Fado rigoroso,
Esse que Lysia, o Mundo assoberbára,
Que o pranto he meu, prantearei saudoso.
Do mesmo.
* * * * *
Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage.
*SONETO.*
Embebido na sólida Verdade,
Zombas dos Impios, que sem pejo ou mêdo,
Decifrão de Mysterios o segrêdo;
Trévas a nós, e Luz á Eternidade:
Adoras a Suprema Divindade,
(Teu futuro Juiz ou tarde ou cêdo)
Na fé se adóça teu remórso azedo,
Esp'rando a divinal Tranquillidade.
Loucas Paixões, que fomentaste outr'hora,
(Feiticeiro Manjar dos flóreos annos,
Que o Juizo maduro não vigóra)
Esses gostos fataes, gostos mundanos,
Expiando na dor, que te devora,
Ganhas hum Deos, e choras os Profanos.
Joaquim Antonio Soares de Carvalho.