Lucinda estacou. Decididamente o proprio selvagem Rousseau perceberia melhor.
—Alguem, cujo nome lhe não posso dizer.
—Oh! diga ao menos a primeira letra.
Lucinda fez-se vermelha de colera, e mordeu os labios impaciente. Subito uma idéa qualquer, travessa de certo, illuminou-lhe o espirito, porque os labios, que mordera para occultar o despeito, mordeu-os afinal para suffocar o riso. Depois respondeu com ar de mysteriosa confidencia:
—Diga-me; não passa frequentes vezes pela rua de...?{17}
—Porque? perguntou Frederico espantado.
—E, levando os olhos baixos até ao meio do comprimento da rua, quando chega a este ponto não os levanta instinctivamente, e não os crava n'uma varanda onde não ha só flores nos vasos?
—Assevero-lhe, minha senhora... tornou Frederico estupefacto a mais não poder ser.
—Oh! eu sou discreta.
—Juro-lhe...