—Não que elle gosta do que é bom!
Na rua não esperava que lhe perguntassem pelo filho:
—Chega ámanhã, chega ámanhã!
As ancias eram no dia da chegada. Vinha para a porta, esfregando as mãos, rutilante de prazer. Todo o pobre que passava tinha uma esmola, todo o transeunte um cumprimento benevolo e affavel. Os visinhos exploravam aquelle grandissimo e sagrado affecto.
—Com que então é hoje, hein?
—É verdade, pelo menos assim o espero. Queira Deus que lhe não succeda alguma no caminho. Isto de rapazes...
—Ha rapazes e rapazes. O seu é uma joia...
—Sim, sim, mas ha más companhias...
—Qual! E então o juizo e o talento para que servem? Eu tenho ido com elle algumas vezes a Braga, e bem vejo as pessoas com quem o seu menino se dá. É tudo gente da melhor. E não lhe fazem favor. Todos me gabam a sabedoria do seu estudante, todos...
—E eu que o diga, affirmava outro.