—E homem de grande influencia politica.

N'este momento o cavalheiro F. e o ministro L. que passavam, acercaram-se do diplomata e demoraram-se com elle em palestra em que pareciam enlevados.

—Repara tu como elles o tratam! concluiu o condiscipulo de Vasconcellos ao dar-lhe o aperto de mão de despedida.


—Sempre me decido, Francisca.

—Pois vae, Antonio, vae que não deshonra pedir trabalho e protecção...

—Receber-me-ha elle bem?

—Quem te não ha de receber bem, tôlo? vae que eu fico a pedir a Deus por ti!

Antonio de Vasconcellos foi e fallou com o velho amigo de seu pae, Jorge Alvim. Contou-lhe toda a sua vida trabalhosa, as luctas obscuras, as miserias que affrontára, descreveu-lhe a núa e triste agua-furtada em que viviam, elle e a irmã, as longas e plumbeas noites mal dormidas, a costura mal remunerada, a dureza dos senhorios.