Uma fonte serêna ali murmura,
E mil vezes afoita a fantasia,
Cuida ouvir revolver-se dentro d’água
A Naiade gentil que lhe preside.
Se agita o vento as canas buliçosas,
Se da serra um rochedo assusta a vista,
Mitológicos sonhos me recordam,
Ora aquela que a dor petrificara,
Ora a Ninfa medrosa e fugitiva
Que o pudor converteu em verde junco.[69]