Passara ha muito a hora depois da qual Marta nunca vinha.

—Ah! que faria nesse instante? Porque não viera!?...

Fosse como fosse, era preciso saber alguma coisa!

Já mais duma vez, quando ela me faltava, eu estivera prestes a ir procura-la. Mas nunca ousara sair do meu quarto, no receio pueril de que—embora muito tarde—ainda aparecesse.

Nesse dia, porêm, pude-me vencer. Decidi-me...

Corri a casa do meu amigo numa ansia esbraseada...

Fui encontra-lo no seu gabinete de trabalho, entre uma avalanche de papeis, fazendo uma escolha dos seus versos inéditos para uma distribuição em dois volumes—distribuição que ha mais dum âno o torturava.

—Ainda bem que apareceste!—gritou-me.—Vais-me ajudar nesta horrivel tarefa!...

Volvi-lhe balbuciando, sem me atrever a perguntar pela sua companheira, motivo unico da minha inesperada visita... Estaria em casa? Era pouco provavel. Emtanto podia ser...

Só a vi ao jantar. Tinha um vestido-tailleur, de passeio...