—Ah! uma madureza como outra qualquer. Concluí agora mesmo uns versos. E na ansia de os ler a alguem, ia a casa do Sergio Warginsky para lhos mostrar... É aqui perto... Anda comigo... Fazemos horas para o almoço...
A estas palavras todo eu tremi num arrepio. Silencioso, pus-me a acompanhá-lo, maquinalmente.
O artista quebrou o silencio:
—Então, e a tua peça?
—Terminei-a a semana passada.
—O quê!? Mas ainda não me tinhas dito coisa alguma!...
Desculpei-me murmurando:
—É que me esqueci, talvez...
—Homem! tens cada resposta que não lembra ao diabo!...—recordo-me perfeitamente de que êle exclamara rindo. E prosseguiu:
—Mas conta-me depressa... Estás satisfeito com a tua obra?... Como resolveste afinal aquela dificuldade do segundo acto? O escultor sempre morre?...