Quando acordou do seu passageiro desmaio, a mulher do Jorge sentiu que a beijavam e ao abrir os olhos viu-se nos braços do Luiz.
Os dois veteranos conseguiram afinal romper atravez dos que tinham fugido para dentro da casa, e assomavam á porta, sem que nenhum d’elles soubesse ainda ao certo o que era passado. O José Maria como que viu o beijo, mas não teve bem a certeza, pois que todas as vezes que bebia uma gota a mais, ficava tonto e via coisas perfeitamente imaginarias. Convenceu-se de que fôra uma historia armada pelo vinho, quando lhe explicaram o succedido.
Para fugir aos agradecimentos, que o Jorge lhe dava sem a minima desconfiança, retirou-se logo o sargento, envolvido pela Rosa n’um olhar de reconhecimento e admiração.
A Isabel veiu furiosa da rua e quiz por força que se retirassem logo. Temia que o rapazio continuasse a dirigir-lhe chufas.
Não disse palavra a Rosa na volta para o Castello. Se por acaso dava com os olhos no marido, voltava a cara para outro lado, com um movimento brusco. Ao meio da rampa que vae dar á ponte levadiça, parou para descançar, e olhou para traz, sem saber porque.
O Luiz tinha-a seguido, de longe.
Não deram por isto os dois velhos, nem a Isabel. Notou-o comtudo a Luiza Braga, que vinha logo após o sargento, em companhia da Josepha Julia.
—Com cedo principiam! cochichou ella ao ouvido da amiga.
—Principiam? acudiu a outra ennojada. Continuam!
IV