Os outros fizeram o mesmo, e investiram para a agua todos a um tempo, no meio de cachões de espuma, e soltando guinchos com a repentina impressão do frio.
O Francisco seguido por mais dois nadou para fóra, mas o José, que no mar nunca tinha sido afoito, deixou-se ficar no sitio onde quebravam as ondas. A agua nem lhe dava pela cintura.
—Larga-te d’ahi, calaceiro! berrou o Antonio, ao vel-o na occasião em que virava rapidamente a cabeça, para sacudir da testa os cabellos gotejando agua.
—Vá quem quizer, que eu cá tenho pouco folego.
—Ah! Tu não vens? Eu já te vou escarmentar.
Mergulhou, e reappareceu ao cabo de poucos segundos: trazia na mão uma pedra de cal e atirou-a para o José.
—Ah! Vocês querem fazer-me reinar? disse este ultimo, deveras amuado, e correu para o logar onde estava a roupa. Tirou a agua da cabeça passando-lhe a mão com força, enfiou a camisa e veiu enxugar á torreira do sol, empoleirado no rochedo que avançava pelo mar dentro.
A umas cem braças de terra, os outros voltaram para traz. Não eram da mesma força a nadar e por isso vinha mais fóra o Francisco, logo adiante o Antonio e na frente de todos o Luiz.
Com a mão direita estendida sobre os olhos, á guisa de pala, e segurando com a outra a fralda da camisa, que o leste sacudia, o José seguia os movimentos dos amigos com olhares invejosos.
Mas o que viu elle subitamente?...