Quando andava n’estas indecisões, e já principiava a desculpar a Rosa, pensando que talvez a coisa não tivesse ido a mais, e que ella sempre havia de ter algum respeito pelos cabellos brancos do marido, adregou-lhe passar á porta da Luiza Braga.
—Pst! Pst! fez-lhe esta, lá de dentro.
—Isso é commigo?
—Entra, ó José Maria, que te quero perguntar uma coisa.
—Tu! Ha de ser fresca!...
Entrou e foi sentar-se n’um moxo.
—O que eu te quero perguntar, disse a velha, que estava a engommar um collarinho, é se o teu amigo já sabe o que rosna por ahi a canalha brava.
—Qual meu amigo?
—O Jorge! Mas tambem elle só deve queixar-se de si mesmo. Não se mettesse com a Isabel, nem com gente da sua geração.
—Cala-te, mulher, que já não te vejo bem! replicou o veterano, levantando-se n’um impeto.