Deu as boas tardes ás duas mulheres, lavou as mãos, sacudiu a terra do fato e foi sentar-se n’um canto, sem saber como havia de começar.
A sogra forneceu o pretexto, perguntando-lhe se queria que tirasse a ceia do lume.
—É que eu mesmo tenho vontade! resmungou o veterano.
—Hein? inquiriu a Rosa, sem largar a costura, mas fitando os olhos no marido.
—Quem anda com o interior ralado, não tem vontade de comer!
A rapariga encolheu os hombros, e continuando a coser disse por entre dentes:
—Nunca tive geito para adivinhações.
—Ah! Tu não adivinhas o que eu tenho?... Pergunta-o por esse Castello, e verás como toda a gente sabe dar-te a explicação. Ah! Que se fosse verdade!...
E o velho levantou-se, fazendo um gesto de ameaça.
A rapariga empallideceu levemente, mas recobrou animo, por ver o marido ainda duvidoso. Levantou-se tambem, arrumou a costura rapidamente, e perguntou com grande ousadia, fingindo-se embespinhada: