—Já a mandaram calar, minha mãe! É o melhor que pode fazer! disse-lhe a filha, com os nervos irritados pela discussão.

—Bonito! Agora és tu!... Pois não me calo, em quanto não vir as coisas no seu logar!—E com a mão posta outra vez no hombro do veterano: O’ Jorge, deveras não estás ainda arrependido? Vê aquelle botãosinho de rosa! Anda! Pede-lhe perdão!...

Como elle resistisse, chegou-se á filha e tentou impellil-a para o marido.

A rapariga então é que não quiz e foi para o lado opposto do quarto, a chorar de raiva.

—Vês! Vês como a fazes penar! murmurou a Isabel ao ouvido do Jorge.

Approximou-se da filha, aconselhando-lhe, em voz alta, que não se apoquentasse, que não chorasse d’aquella maneira, e comminando-lhe em voz baixa, lavar d’ali as suas mãos, se ella continuasse a fazer-se fina.

Ao cabo lá conseguiu que os dois se abraçassem, e exclamou satisfeita:

—Ora até que tiveram juizinho! Bom! Vamos a isto, que a ceia já não deve estar muito quente.

E foi deitando o feijão com hervas para a terrina, onde já tinha migado o pão de milho.

Sentaram-se á meza.