—Meu rico marido, não me deites d’aqui para fóra. Por alma de teu pae!
Elle fitou-a muito tempo, poz-lhe a mão sobre a cabeça e disse-lhe:
—A benção de Deus te cubra. Bem! Fica p’ra ahi.
No começo a Luiza servia o marido como uma escrava. Nem a Mimosa, a perdigueira, era mais humilde. Mas ao fim de tempo, quiz recuperar o seu antigo logar, e desconfiada de que o Casimiro fazia pouco d’ella por ter alguma outra mulher, queixava-se, accusava-o.
Muitas vezes elle não lhe dava resposta, mas outras desesperava-se, e como tinha genio, levantava a mão e...
—Que quer V. S.a, sr. juiz? concluiu o desgraçado. Eu bem lh’o tenho dito, mas a Luiza ainda não me entendeu: o vidro que se partiu uma vez, por muita massa que lhe ponham, nunca mais torna a ser o que era.