O 72 ficou de má catadura, e pareceu hesitar, mas, resolvendo-se, saiu da caserna.

—Eh! Home, levas uma cara de calhau, disse-lhe ainda o plantão.

No corredor que rodeia o claustro do antigo convento, o 72 encontrou o impedido do capitão da segunda companhia.

—Ó Francisco, o teu patrão onde está?

—Alli.—E mostrou com o gesto o quarto da extremidade do corredor.—Acabou ha um instantinho de jantar... Vão aqui dentro os pratos vazios, disse o rapaz, enfiando o braço na aza de uma cesta que trazia na mão.—Haja saude, ó Roque!

O outro foi caminhando para o logar que o impedido lhe indicara, mas insensivelmente diminuiu o passo, e poz-se a coçar a cabeça, n’uma grande irresolução.

A porta do quarto estava fechada. O 72 pegou com medo na aldrava e deixou-a cair.

Passaram-se alguns segundos.

—Talvez já cá não esteja, ia o soldado dizer comsigo mesmo, visto não obter resposta, quando ouviu tossir da parte de dentro.

Pegou outra vez na aldrava e bateu muito de leve.