O ministro do altar, entrou no sagrado exercicio do seu alto e sublime ministerio: serviam-lhe os dous romeiros de ajudantes, e Leopoldo estava ainda, immovel, no mesmo logar, em que ficára de seguida ao crime.
O padre Alvaro foi tocar de manso no hombro do assassino, e disse-lhe com brandura:
--Irmão! Ajoelhe, que está na presença de um Deus misericordioso e vingador!
Ao contacto d'aquella mão, e ao sussurro d'aquellas palavras, fez Leopoldo um movimento de cabeça, assomou-lhe aos labios um riso idiota, e tartamudeou:
--Não acordem a minha segunda esposa... Com esta casei eu por amor... Não me hade trahir que é nobre... O punhal está guardado... Ella disse-me que era uma arma villã, e eu escondi-o no peito da Anna... Hade amar-me depois da batalha... Sou general, e hei de vencer... Terei um duello com o meu rival... Depois, a felicidade... E meu filho, que me não conhece!... Meu filho, que me chama assassino, que me cóspe injurias a todo o instante, que me espanca sem piedade!!... Perdão!... Perdão!...
--A loucura e os remorsos na propria hora do crime!... Aquella que ajudo a bem morrer, é menos desgraçada do que o seu assassino!...
Haverá quem não trema da vossa justiça, meu Deus?!...
FIM DA SEGUNDA PARTE