Arthur Soares, antes de seguir jornada, com os noivos, para Penafiel, escreveu a D. Maria da Gloria estas palavras:

«Acabou a guerra e com ella a esperança d'uma morte gloriosa para mim. Recolho-me á residencia do meu santo velho, onde tudo me recordará o tempo feliz da minha mocidade, passado ao lado de v. exc.a... Qual será o meu futuro?!...

«Acompanham-me os noivos, que tencionam pedir á snr.a D. Isabel e a v. exc.a um aposento no seu palacio.

Arthur».

Havia sido expedida esta carta ha poucos momentos, quanto Arthur Soares recebera outra d'este theor:

«Venha quanto antes abraçar a sua esposa. As barreiras que se oppunham á nossa ventura, quiz Deus sumil-as pela sua infinita bondade!

Maria

Avalie o contentamento de Arthur, aquelle dos nossos leitores, que tiver sinceramente amado.

[16] Referimo-nos por vezes ao Espectro, não só por ter sido o papel mais conhecido na epocha da revolta, mas tambem, e principalmente, para darmos ao seu redactor, e nosso primeiro jornalista, a honra, e a justiça, que se lhe devem. As más paixões teem querido desfigurar os factos, attribuindo a odio pessoal o que só fôra desharmonia politica; mas a verdade é--como já provamos--que o Espectro foi o unico periodico da opposição d'aquelle tempo, que teve a gloria de castigar os aleives da imprensa desenvolta, tributando o respeito devido á pessoa e virtudes da snr.a D. Maria II.

IX
BRIOS DE PLEBEU