Antonio Paes do Amaral, cavalleiro do habito de Christo, e ajudante de cavallaria.
Antonio de Andrade e Valle, que foi ajudante de Infanteria.
João de Sousa e Lima, que foi alferes do mestre de campo de infanteria.
Paschoal da Costa, que foi capitão de infanteria.
Francisco Machado de Miranda, que foi capitão de infanteria; e Antonio de Barros, que foi capitão de volantes.
Esta lista seria infinda, se continuassemos a esgravatar nas gloriosissimas antiguidades d'este nosso Portugal, e aproveitassemos tudo, que respeita a Guimarães.
E não é só ao sexo forte, que o berço da monarchia deve o seu nome famoso: foi distinctissima vimaranense, entre outras de menor fama, Joanna Michaella, filha de Pedro Machado e Dionizia de Macedo, e esposa do tenente coronel de cavallaria Antonio Mendes de Brito. Era perfeita no conhecimento e uso da lingua materna, e sabia latim, italiano, grego e chinez: estudou philosophia, theologia, mathematica, astrologia, e musica; chegando a ser classificada como uma das senhoras portuguezas mais eruditas do seu seculo.
Foram, pois, justificadamente merecidas as immensas honras, privilegios e isempções, que os senhores reis d'este reino concederam aos moradores de Guimarães, como não tiveram por certo, nenhuns outros do paiz; e da mesma fórma, de toda a razão é o nobre orgulho, que ainda hoje sustenta a briosa raça de tão heroico povo.
E não resistimos ao estimulo de notar aqui meia duzia de nomes, que, na actualidade, provam não ter degenerado aquelle sangue portuguez, tão admiravelmente fertil.
Contamos com a benevolencia dos cavalheiros, por nós apontados, para que nos relevem o não lhes respeitarmos a modestia em preito á verdade; como esperamos desculpa das capacidades, que, involuntariamente, esqueçamos de nomear.