—Zangado porque?

—Por eu ter desobedecido. Não me quer mal por isso?

—Quem te ha de querer mal, meu pobre filho? Não foste tu bem castigado? Teu pae espera-te para melhorar. Ama-te muito, isso sim.

Então Adalberto lançou-se nos braços que sua mamã lhe estendia, e, submisso para sempre, á força de soffrimento, fez este juramento:

—Prometto que nunca mais torno a desobedecer.

A mãe e a criança cheios de felicidade e de ternura, ficaram alli, em pé n'aquella adêga, e achavam-se bem. O silencio, a escuridão, tudo os isolava; sem darem por isso ficaram immoveis, porque ninguem queria dizer primeiro: «Partamos».

O rapasinho, commovido pela ternura da mãe, balbuciou baixinho, como se aquella solidão ainda não fosse bastante para ouvir um segredo:

—E Gella, mamã, Gella que me quiz salvar?

—Irei vel-a ao hospital.

—Oh! que felicidade!