—Gosta de mim?
Immediatamente a criança cessou de chorar; pondo o pé sobre o degrau da escada subiu, e, quando sentiu as mãos fortes de Gella tocar-lhe na cabeça, respirou mais livremente, porque tambem gostava da rapariga.
Ella, com o maior geito, ajudou os movimentos da criança, que, apoiando as mãos no varão de ferro e os pés na escada de corda, conseguiu, não sem custo, sahir do subterraneo.
Quando se viu em pé no chão, o seu primeiro pensamento foi lançar-se nos braços d'essa rapariga esfarrapada que acabava de lhe salvar a vida.
—Então, disse-lhe ella, já não tens medo de mim?
—Oh! não.
—Porque tinhas tu medo?
—É que eu não sabia se tinhas coração, disse ingenuamente Adalberto.
Gella, depois de um grande suspiro, respondeu:
—Ai, filho! no nosso modo de vida quasi não se sabe se o temos ou não. O officio assim{135} o quer; mas nada temas. Tomemos por este atalho. Podes tu andar depressa?