—É preciso que eu escreva ámanhã de manhã á sua mãe, exclamou ella! Deus meu! se furtassem aquella pequena!
D'este modo cada um se achou no vestibulo com uma idéa differente, mas as quatro idéas tinham a mesma origem. Ao senhor Deschamps, como homem pratico e escrupuloso, não se lhe tirava da idéa o commissario, uma busca, os agentes de policia, uma circular, algumas linhas nos jornaes, e por fim dois ou tres artigos do codigo.{159}
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Ainda mais coisas escritas. (Pag. 157.)
A senhora Deschamps pensava na pena da pobre mamã de Adalberto, e agourava um desgosto igual para ella e suas filhas.
Sophia, muito consolada porque o demonio não tinha vindo á sua adêga, fazia tenção de contar o caso durante toda a estação e fazer ler as palavras mysteriosas a todos os seus conhecimentos; pensava mais que as cebolas, que queria deitar no assado, não poderiam coser-se bem, porque o acontecimento, a tinha demorado.
Julião, que sabia calcular, e que, n'outra posição social, teria sido um bom mathematico, perguntava a si mesmo como demonio tinha feito o rapazinho para sahir pela fresta. Entrar percebia-se, mas sahir! acabou por achar a necessidade d'alguem o ter ajudado. Ao mesmo tempo, como era cuidadoso, amaldiçoava o mofino rato que tinha roido a porta da adêga, e, sem nunca deixar de pensar em Adalberto, cuidava tambem em tapar aquelle buraco e vêr se quanto antes matava os ratos.{162}
[CAPITULO XII]
[Adalberto era o assumpto de todas as conversações.]
—Ora, até que emfim chegaram!