—É como diz, e trazemos o bom tempo.
—Já tardava. Que inverno! Como choveu! Tinha as pernas encolhidas de andar sobre o molhado.
—Faço idéa.
—Que quer, senhora Juliana, quando se está no mundo é preciso aceitar o tempo como Deus o manda.
—Vendeu bastante ao menos?
—Ora, vossemecê bem sabe, maçãs sempre maçãs. Em quanto as ha vive-se. As violetas não renderam quasi nada; e agora ainda as coisas vão peior.{163}
—Então porque?
—Porque a batata temporã já tarda.
—Ai! que preguiçosa.
—É assim mesmo. Ah! mas tudo isto são pequenas miserias; ha outras no mundo muito maiores, senhora Juliana.