—Oh! se ha! senhora Tourtebonne!
Este dialogo tinha lugar diante da casa branca. As duas mulheres estavam de pé ao lado da carreta. Viam-se, como todos os annos, com grande prazer; era uma distracção encontrarem-se duas vezes por semana, sempre no mesmo lugar. D'esta vez, desde o primeiro encontro, não se separaram. Havia com certeza alguma coisa para dizer; e pode ser que fosse a mesma coisa.
Cada uma pensava em contar a sua historia; a batata temporã, não se prestando ás confidencias, foi Sophia quem começou, voltando á sua primeira idéa, á falta d'outra melhor.
—É verdade, eis-nos outra vez de volta... não me dá cuidado; eu gosto do campo. Aqui ha só uma coisa que aborrece, é a solidão.
—Não diga isso, senhora Juliana! a duzentos passos d'uma villasinha tão bonita!
—Mesmo por isso; se nós estivessemos a dez passos era melhor.
—Faz-me rir, senhora Juliana. Vossemecê não era medrosa.
—Não era, mas sou agora.
—Queira desculpar, mas a razão vem com{164} a idade. Ora diga, como quer que entrem aqui? uma casa fechada que nem uma cidadella.
—Apesar d'isso, entraram.