—«É uma felicidade para mim passarmos juntos alguns momentos. Ha mais de uma semana que lá não vaes».
—«Sabes perfeitamente que a culpa não é minha, tenho caçado quasi todos os dias...»
—«Sei tambem que isso te não pode servir de desculpa,» disse galantemente. «Tinhas um ar tão contrafeito quando a Emiliana te pediu para me conduzires á mesa...»
—«Respeito-te muito,» replicou, «por isso confesso-te que fiquei contrariado... Sempre que jantamos fóra, nos collocam propositadamente um junto do outro. Sei perfeitamente o que isto significa...»
—«E eu tambem,» respondeu ella. «Sejamos francos, Norberto, não é a minha pessoa que te preoccupa...»
—«Quem é então?...»
Joanna lançou um olhar para o lado de Valentina, d'uma significação tão clara que Chalinhy respondeu vivamente:
—«E se tiver por ella toda a consideração? Se desejar evitar-lhe um desgosto?»
—«E imaginas que ella tem a teu respeito iguaes{48} sentimentos?» replicou a amante. Depois, com uma expressão singular que ainda esse dia não tinha tido, deixou escapar dos seus labios um: «Estás bem certo d'isso?» que acompanhou com um sorriso ainda mais singular, e voltou-se para o visinho do lado, que lhe perguntou:
—«O que está dizendo o Chalinhy que tanto a faz rir?...»