—Exactamente, teria grande prazer em reproduzir na tela as bonitas feições d’essa interessante rapariga!
—Pois bem! quem é que lh’o impede!
—Perguntei á nossa visinha se consentiria em me deixar tirar-lhe o retrato, e ella recusou-se!
—Ah! recusou! Aposto que foi para não deixar a avó sósinha tanto tempo?
—Mas, como eu tinha comprehendido isso, propuz-lhe ir eu a sua casa com os pinceis e a palheta, de modo que poderia ella servir-me de modelo sem se afastar um momento da sua pobre doente...
—Oh! isso era bonito da sua parte! E ella ainda recusou?
—Sim, recusou sempre. Tenho dobrada pena com essa recusa, porque a menina Lisa trabalha muito e ganha pouco...
—Acredito! sobre tudo se trabalha para a sr. Proh...!
—Emquanto que consentindo em me servir de modelo teria ganho muito mais, e mesmo sem que isso lhe fizesse largar o seu trabalho habitual. Ter-lhe-ia proporcionado alguns regalos, poderia comprar para a sua doente coisas que ella por falta de dinheiro não lhe pode agora offerecer. Pois eu não tinha razão, Rouflard?
—Tinha cem vezes, mil vezes razão! e não sei por que ella recusou!