—E o teu moço de quem gostavas tanto?
—Ah! isso já acabou! agora é outro! eu nunca me prendo, gosto da variedade.
Quando a menina Adriana volta á presença de sua ama, esta ralha muito com ella por se ter demorado tanto tempo fóra; a creadinha porém não falta a responder-lhe:
—Não foi por minha culpa, minha senhora, é que encontrei uma amiga, uma patricia, que não via ha muito tempo, então estivemos a conversar, perguntei-lhe pela familia...
—Sempre desejava saber que interesse podia ter n’isso...
—É que a Rosa tem um irmão que esteve quasi á morte por minha causa.
—Por amor?
—Não, minha senhora; mas querendo levar-me muito longe nos braços, á força de pulso, ficou corcovado.
—E o que faz a sua amiga?
—Oh! tem um bello commodo, em casa d’um homem só, onde ella faz tudo quanto quer; manda fazer empadas quando lhe dá na vontade... e pasteis de nata, emfim, grandes banquetes.