—Pois bem! escuso de advertir-lhe que é preciso não dizer palavra ácerca das minhas visitas a casa de Lisa e do retrato que vou fazer...

—Ora essa! como, meu artista! é a mim que o senhor diz isso, a mim, um veterano nas lides amorosas! parece-me todavia que não tenho ares de galucho! eu, que ficaria afflicto se causasse o menor dissabor á minha joven bemfeitora!

—Tem razão, eu devia louvar-me no senhor.

—Emquanto a Chausson, o meu antigo creado, elle não é de todo máu, se quer eu lhe falarei.

—Não, não é preciso, isso fica por minha conta...

—Ah! é antes dos Prohs que se deve desconfiar; são uns tagarellas, uns palradores, uns mexeriqueiros! que ficam encantados quando sabem o que se passa em casa dos vizinhos, e acham meio de fazer d’um argueiro um cavalleiro!

—Terei cuidado de que elles não saibam nada das minhas visitas a casa de Lisa, e vou tratar de acabar quanto antes o retrato da sr.ª Proh, para que ella não venha mais a minha casa.

—Ahi está um retrato que eu não queria ter nas minhas inglezas, a não ser como laxante...

—Rouflard, vendi a minha pequena paizagem, aqui tem, tome lá isto para se divertir, sou hoje feliz, quero que toda a gente esteja satisfeita.