—Bom! basta! para que não torne mais a acontecer similhante coisa, o senhor vai já deixar esta casa e não terá o capricho de subir todas as manhãs ao quinto andar; venha commigo é um momento emquanto lhe arranjo uma casa decente; mandarei buscar os seus moveis.

Casimiro encolhe os hombros, e continua a pintar dizendo:

—A senhora está doida!

—Como é que o senhor disse?

—Que a senhora não tem senso commum! e que eu não desejo mudar-me...

—Não quer mudar-se para não deixar a rapariga da agua-furtada?

—A rapariga da agua-furtada não entra para nada na minha resolução; não quero deixar esta casa, porque não quero fazer as suas vontades, porque estou cansado de ser escravo, e porque é tempo que isto acabe.

—Ah! ahi está aonde o senhor queria chegar; é um rompimento que me propõe!...

—Será um rompimento se a senhora quizer, mas repito-lhe que não me quero submetter mais a todos os seus caprichos, e que me não mudarei.