Mas no dia seguinte não é já possivel a duvida: faz-se a mudança para o primeiro andar, e é effectivamente a sua antiga amante que Casimiro vê chegar; ouve já na escada a voz estrondosa da creada Adriana, que está muito contrariada por ter saído da casa da rua Meslée, que dava sobre o boulevard, para virem morar na rua Paradis-Poissonniére e tomarem uma casa onde o quarto da creada está debaixo da mesma chave que a dos amos.

Então o joven pintor decide-se a subir a casa de Lisa. Pelo seu ar perturbado, commovido, a rapariga adivinha que succedeu algum caso desagradavel, e diz:

—O senhor tem alguma coisa; aquella senhora voltou a vel-o; virá ella aqui, porventura.

—Não, não é isso, Lisa, entretanto, é alguma coisa que a vae contrariar, tenho a certeza.

—Então, fale!

—Aquella senhora, porque effectivamente é d’ella que se tracta... o primeiro andar estava sem inquilino para este semestre... a menina sabe isto sem duvida.

—Eu! não! pois eu occupo-me lá do que se passa no predio? E então, o primeiro andar?...

—Está arrendado... por... por essa senhora...

—Que veiu aqui.

—Sim.