—Ah! meu Deus! e virá para cá brevemente?
—Muda-se hoje...
—Ella está aqui! no predio. Ah! vá-se embora, sr. Casimiro, vá-se embora, muito depressa, se ella subisse e o encontrasse... tenho medo d’essa senhora.
—Socegue, ella não virá mais a sua casa, estou persuadido d’isso; que motivo teria para cá voltar?
—Virá procural-o...
—Não, eu disse-lhe que já não a via. Estamos indifferentes, e se ella me quizesse falar, é a minha casa e não á sua que viria ter commigo...
—Ah! o senhor diz isso para me socegar; d’aqui em deante não me atreverei muis a descer a escada; felizmento, não a desço muito! uma vez sómente, de madrugada, para ir fazer as minhas compras; mas não importa, sr. Casimiro, o meu retrato está acabado, como o senhor hontem confessou; portanto é mister que não venha mais visitar-me...
—Ah! Lisa, então já não sou seu amigo? não quer receber-me em sua casa?
—Não digo isso, mas não quero que essa senhora aqui o encontre.
—Serei prudente, eu conheço os habitos d’essa senhora, e depois espreitarei as occasiões em que ella sair, incumbirei isso a Rouflard, posso contar n’elle.