Rima certo com garrafa;
Mas chimpanzé pelladinho
Rima bem com coitadinho!
—Quem é que te ensinou essa infame cantiga? diz de repente a sr.ª Proh, saíndo ao patamar.
—Foi Rouflard, que a canta muitas vezes quando desce da agua-furtada.
—Que monstro que é esse borrachão do Rouflard! não comprehendo que o meu vizinho Casimiro empregue similhante homem; e tu, Fonfonso, se tornas a cantar essa cantiga, levas uma roda de açoutes e ponho-te a pão secco.
—Sim? pois se me dás pão secco, direi que hontem, com a força d’um espirro, deixaste cair os dentes postiços.
—Cala-te, Lucifer! Ó céus! e dizer que ha pessoas que desejam ter filhos!
Casimiro não sae de casa senão para ir jantar. Quando chega ao patim do primeiro andar, passa muito depressa e depois sae sem levantar a cabeça. Vae á noite ao theatro, e só recolhe depois da meia noite, mas vê ainda luz nos quartos do primeiro andar. A sr.ª Montémolly entretem-se sem duvida em arranjar os seus novos aposentes. Elle, segundo o costume, vae buscar a luz ao cubiculo do porteiro; então este diz-lhe com ar malicioso:
—O senhor sabe sem duvida quem tem agora a felicidade de ter por vizinha?